
Comunismo para o Povo, Capitalismo confortante aos polítikos (PT & PSDB)
Edição de Quarta-feira do Alerta Total
Por Jorge Serrão
Comunismo para o Povo, Capitalismo confortante aos polítikos (PT & PSDB)
Mercado não sabe quem detém os 40% da empresa espanhola que venceu o leilão de pedágios do Lula
Edição de Quarta-feira do Alerta Total
http://alertatotal.blogspot.com/
Por Jorge Serrão
"Espetacular!". Esta foi a reação do poderoso Lula da Silva ao saber que duas empresas "aparentemente espanholas" arremataram seus dos sete lotes de rodovias federais leiloadas ontem à tarde na Bolsa de Valores de São Paulo. As transnacionais OHL e Accion ficaram com 2.278 quilômetros de estradas no Sul e Sudeste do País, de um total de 2.600 km leiloados. O governo petista já sabia que os estrangeiros venceriam a disputa. O resultado foi o acordo oculto da campanha reeleitoral de Lula com os tucanos. Ou foi apenas coincidência que a empresa vencedora foi a mesma que ganhou as lucrativas licitações das "privatizações" dos pedágios das estradas no interior de São Paulo, durante a gestão tucana de Mário Covas e Geraldo Alckmin.
Os verdadeiros interesses econômicos do negócio seriam desvendados caso se soubesse a quem pertencem os 40% das ações da principal companhia vencedora. O Grupo espanhol OHL Concesiones (sociedade filial 100% do Grupo OHL S.A.) tem 60% da OHL Brasil. Os outros 40% - não divulgados - seriam a chave para entender quem ganha com privatização dos pedágios no Brasil. Atualmente, a empresa detém 100% do capital da Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte. A OHL Brasil é presidida por José Carlos Ferreira de Oliveira. As ações da OHL na Bovespa subiram 3,3% após a vitória no leilão.
No Brasil, a OHL teve uma receita líquida de R$ 389 milhões, em 2005. A OHL S.A. é um grupo espanhol fundado há mais de 90 anos atuante no ramo de construção, concessões e serviços e um dos líderes nestes setores na Espanha, tendo apresentado, em 2006, faturamento de € 3,3 bilhões. OHL Concesiones, S.L., sociedade filial 100% do Grupo OHL S.A., foi criada com o objetivo de desenvolver todo tipo de projetos de infra-estruturas (viárias, aeroportuárias e portuárias, principalmente) em qualquer lugar do mundo.
No leilão de ontem, a "espanhola" ignorou os grandes e tradicionais investidores do setor e fez ofertas surpreendentes. Fez propostas de pedágios significativamente inferiores às propostas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A OHL ofereceu desconto de 39,35% a 65,43%, a companhia ganhou a disputa de cinco lotes de rodovias, incluindo as das duas mais disputadas: a Regis Bittencourt (BR-116) e a Fernão Dias (BR-381). Com os lotes arrematados ontem, a OHL passa a deter a maior malha de concessão rodoviária do País: 3.225 quilômetros. A OHL já detinha 1.150 km de estradas em quatro concessões rodoviárias no interior de São Paulo.
Consolação
A única brasileira a vencer um trecho na disputa de ontem foi a BRVias. O consórcio formado pela Splice (do empresário Antonio Beldi), Áurea (da família Constantino, da Gol) e Walter Torre. A empresa ficou com o pedágio dos 321 km da BR-153, a chamada Rodovia Transbrasiliana.
Jogada dos preços
As disputas foram definidas com base no preço do pedágio que será cobrado dos motoristas. Foram declaradas vencedoras as companhias que se dispuserem a cobrar menos. Com isso, as tarifas ficaram em média 46,39% abaixo dos valores máximos estabelecidos pelo governo.
A gente paga
Ou seja, a ANTT fixou preços mais altos para que, na hora do leilão, o valor vencedor, mais baixo, parecesse uma vitória para o futuro otário que vai pagar o pedágio – um imposto medieval, no País em que o dono de carro já paga uma fortuna de IPVA. Pelos preços do leilão de ontem, o motorista pagará quase R$ 2 a cada 100 km, em média, no pedágio da Régis Bittencourt (SP-Curitiba), R$ 1,40 na Fernão Dias (SP-BH) ou R$ 3,50 entre o Rio e o Espírito Santo.
Espanholada?
Com o resultado de ontem, a OHL desbanca a CCR Brasil como a maior concessionária de rodovias no país. Também marca uma nova fase de expansão dos negócios espanhóis no Brasil. Na véspera, o Santander, que já incorpora o Banespa, foi anunciado como o novo dono do Banco Real.
Mercado não sabe quem detém os 40% da empresa espanhola que venceu o leilão de pedágios do Lula
Edição de Quarta-feira do Alerta Total
http://alertatotal.blogspot.
Por Jorge Serrão
"Espetacular!". Esta foi a reação do poderoso Lula da Silva ao saber que duas empresas "aparentemente espanholas" arremataram seus dos sete lotes de rodovias federais leiloadas ontem à tarde na Bolsa de Valores de São Paulo. As transnacionais OHL e Accion ficaram com 2.278 quilômetros de estradas no Sul e Sudeste do País, de um total de 2.600 km leiloados. O governo petista já sabia que os estrangeiros venceriam a disputa. O resultado foi o acordo oculto da campanha reeleitoral de Lula com os tucanos. Ou foi apenas coincidência que a empresa vencedora foi a mesma que ganhou as lucrativas licitações das "privatizações" dos pedágios das estradas no interior de São Paulo, durante a gestão tucana de Mário Covas e Geraldo Alckmin.
Os verdadeiros interesses econômicos do negócio seriam desvendados caso se soubesse a quem pertencem os 40% das ações da principal companhia vencedora. O Grupo espanhol OHL Concesiones (sociedade filial 100% do Grupo OHL S.A.) tem 60% da OHL Brasil. Os outros 40% - não divulgados - seriam a chave para entender quem ganha com privatização dos pedágios no Brasil. Atualmente, a empresa detém 100% do capital da Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte. A OHL Brasil é presidida por José Carlos Ferreira de Oliveira. As ações da OHL na Bovespa subiram 3,3% após a vitória no leilão.
No Brasil, a OHL teve uma receita líquida de R$ 389 milhões, em 2005. A OHL S.A. é um grupo espanhol fundado há mais de 90 anos atuante no ramo de construção, concessões e serviços e um dos líderes nestes setores na Espanha, tendo apresentado, em 2006, faturamento de € 3,3 bilhões. OHL Concesiones, S.L., sociedade filial 100% do Grupo OHL S.A., foi criada com o objetivo de desenvolver todo tipo de projetos de infra-estruturas (viárias, aeroportuárias e portuárias, principalmente) em qualquer lugar do mundo.
No leilão de ontem, a "espanhola" ignorou os grandes e tradicionais investidores do setor e fez ofertas surpreendentes. Fez propostas de pedágios significativamente inferiores às propostas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A OHL ofereceu desconto de 39,35% a 65,43%, a companhia ganhou a disputa de cinco lotes de rodovias, incluindo as das duas mais disputadas: a Regis Bittencourt (BR-116) e a Fernão Dias (BR-381). Com os lotes arrematados ontem, a OHL passa a deter a maior malha de concessão rodoviária do País: 3.225 quilômetros. A OHL já detinha 1.150 km de estradas em quatro concessões rodoviárias no interior de São Paulo.
Consolação
A única brasileira a vencer um trecho na disputa de ontem foi a BRVias. O consórcio formado pela Splice (do empresário Antonio Beldi), Áurea (da família Constantino, da Gol) e Walter Torre. A empresa ficou com o pedágio dos 321 km da BR-153, a chamada Rodovia Transbrasiliana.
Jogada dos preços
As disputas foram definidas com base no preço do pedágio que será cobrado dos motoristas. Foram declaradas vencedoras as companhias que se dispuserem a cobrar menos. Com isso, as tarifas ficaram em média 46,39% abaixo dos valores máximos estabelecidos pelo governo.
A gente paga
Ou seja, a ANTT fixou preços mais altos para que, na hora do leilão, o valor vencedor, mais baixo, parecesse uma vitória para o futuro otário que vai pagar o pedágio – um imposto medieval, no País em que o dono de carro já paga uma fortuna de IPVA. Pelos preços do leilão de ontem, o motorista pagará quase R$ 2 a cada 100 km, em média, no pedágio da Régis Bittencourt (SP-Curitiba), R$ 1,40 na Fernão Dias (SP-BH) ou R$ 3,50 entre o Rio e o Espírito Santo.
Espanholada?
Com o resultado de ontem, a OHL desbanca a CCR Brasil como a maior concessionária de rodovias no país. Também marca uma nova fase de expansão dos negócios espanhóis no Brasil. Na véspera, o Santander, que já incorpora o Banespa, foi anunciado como o novo dono do Banco Real.
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