domingo, 5 de dezembro de 2010

LIVRO PROIBIDO - O CHEFE- DIVULGUEM ! CAP. N° 23.


Com Mulla-lá, corrupção brasileira cresceu!
O termômetro da corrupção é medido de maneira inversa, quanto mais para baixo, pior a colocação de honestidade e isso significa aumento de corrupção.
O controle da corrupção vai mal: somos o 72º. A controladoria-Geral da União, sempre que há uma crítica, insiste na defesa do contrário. Vamos ver o que vem por aí, desta vez.
O melhor remédio para corrigir, para aperfeiçoar, pessoas ou instituições, é o diagnóstico correto, é reconhecer que há erros. Uma dificuldade do Governo Lula é, exatamente, reconhecer aonde erra. E pensávamos que FHC, o doutor, era o arrogante. Era o que a mídia propalava durante seus oito anos de governo.


A demora em aceitar que se está fazendo mal e, portanto, praticando "o mal", quando se trata de governos e governantes, é um desastre porque afeta a coletividade. Enquanto se discute, tentando provar que os erros não passam de maledicência da mídia, perde-se tempo. Um governo legitimado por 60% da população não tem o direito de se acovardar diante dos próprios erros. Mas, a turma do PT parece raciocinar na direção oposta: se a maioria está com o gove rno, todos os erros já estariam, de antemão, perdoados, então por que admiti-los?

O Tribunal de Contas da União faz um trabalho sério, comprometido com os bons resultados da administração. É possível que, não fosse a insistência do TCU em monitorar passo a passo e cobrar providências quanto ao PAN 2007, tivéssemos, todos, passado uma grande vergonha internacional, comparável a que nos fez passar a absolvição do Renan. E o trabalho do TCU, como qualquer que se situe na esfera do controle e da fiscalização, é um trabalho de crítica. As críticas precisam ser bem vindas, as aulas de como fazer precisam ser assimiladas por administradores que, mostram, rotineiramente, que não sabem, que não conhecem o próprio trabalho. Se conhecem, por que erram tanto? Talvez porque tenham sido alçados a postos para os quais não se encontravam preparados. Mas, já que, em razão do "jogo político", ali estão, porque não tratam de aprender?

Esses novatos, indicados, quando ch egam encontram uma estrutura onde pessoas qualificadas, ocupantes de cargos permanentes, já se encontram desempenhando suas atividades de rotina. Ainda assim, erram grosseiramente, quanto a preços, quanto a quantidades, quanto às especificações de bens e serviços adquiridos... Compram tampas de caixa dágua, em programa de combate à dengue, que são incompatíveis com as caixas a que se destinam, como exibido pelo Jornal Nacional, que detectou as milhares de tampas abandonadas em Recife, no Estado de Pernambuco (Comentei a notícia no post de 28/03/2007).
Por isto, é impossível aceitar argumentos oferecidos pela Controladoria-Geral da União, quando exibe números de sua atuação, números que, entretanto, dizem respeito à correção. Ou seja, exibe a falta de atuação preventiva, do tipo que inibe a corrupção


"... citou as cerca de 330 operações da Polícia Federal que desde 2003 resultaram na prisão de 5.618 pessoas – entre elas, 903 agentes públicos. Em relaçã o à CGU, ele mencionou que nos últimos anos foram fiscalizados, por sorteio, 1.281 municípios e 61 transferências de recursos federais. As fiscalizações foram responsáveis pela demissão ou cassação de aposentadoria de 1,4 mil agentes públicos."
O Controle Interno é um conjunto de ações cotidianas destinadas a impedir a ação de corruptos. Os resultados da CGU, portanto, estão deixando evidente a dificuldade em se reduzir a corrupção pela prevenção.
Exercer o controle interno não é correr atrás do malfeitor e sim inibir seus ataques. O trabalho realizado pela CGU é, tipicamente, de Correição. Parece estar havendo perda da visão do trabalho que deveria, de fato, estar sendo realizado.

Fonte: http://www.controleinterno.blogspot.com/

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